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By Ferramentas Blog

Adaptação do Arrefecimento Selado no Niva com Motor AP


No sistema original de arrefecimento do Niva a tampa do radiador tem a importante função de controlar a pressão interna do circuito, ou seja, aliviar excessos de pressão para o reservatório e quando o motor esfriar fazer o processo inverso, aspirar água do reservatório para o radiador, portanto, sem dúvidas é um componente vital para o bom funcionamento de todo sistema. 

Não é raro encontrar relatos alegando que a temperatura da água do Niva  se mantém sempre muito elevada, inclusive invadindo a zona vermelha no indicador de painel e, em casos mais extremos, até fervendo. Também não são raras as discussões sobre como resolver o problema, desde a instalação de ventoinhas elétricas auxiliares até a retirada da válvula termostática, aliás, prática nem um pouco recomendada, um grande erro. A verdade é; se todos os componentes envolvidos no arrefecimento, tais como: radiador, tampa do radiador, válvula termostática, bomba de água, ventoinha, etc.. estiverem em boas condições, o sistema original funciona muito bem, porém, na prática, nem sempre é assim, principalmente devido  a idade dos nossos Nivas, agravado pela qualidade de algumas peças sobressalentes vendidas no mercado e o desleixo de alguns proprietários e mecânicos. E talvez, filosofando um pouco, o projeto de tropicalização do sistema original criado para a gelada União Soviética não teria sido suficiente para livrar nosso herói da fama de “esquentadinho” que ganhou no Brasil, será ?

A adaptação aqui proposta é uma solução adotada na maioria dos carros "modernos", onde o sistema de arrefecimento é selado e a tampa do radiador deixa de cumprir funções de controle de pressão e um tanque de expansão é inserido ao circuito, baseado inclusive na teoria dos vasos comunicantes. Na tampa do tanque existe uma válvula de segurança que alivia para atmosfera pressões superiores a 1,0 bar, situação que só ocorreria mediante a falha de funcionamento de algum componente do sistema, que ocasionaria superaquecimento da água e o consequente aumento de pressão. Em situações normais de funcionamento a pressão do sistema nunca deveria ultrapassar 0,8 bar, mesmo em condições severas de trabalho, como em trilhas, etc., portanto, se a válvula de segurança abrir, com certeza reflete alguma falha grave do sistema de arrefecimento.

Assista o vídeo abaixo e entenda o funcionamento do sistema selado de arrefecimento.




O processo de adaptação é relativamente simples, não depende de kits, nem de peças especiais e também não é muito oneroso. Vale ressaltar que o bom resultado vai obviamente depender da condição geral de todos os componentes envolvidos, portanto, para evitar frustrações e retrabalhos é recomendável aproveitar a ocasião para fazer uma revisão completa no sistema, que basicamente consiste em:

  • Limpar mecanicamente o radiador (Varetamento) e testar a estanqueidade dele em uma oficina especializada;
  • Retirar, limpar e inspecionar a bomba de água. Trocá-la, caso necessário;
  • Retirar, limpar e testar funcionamento da válvula termostática. Trocá-la, caso necessário;
  • Inspecionar todas as mangueiras e abraçadeiras. Trocá-las, caso necessário;
  • Limpar todo o circuito de arrefecimento com detergente tipo Bardahl Rad Clean (limpeza pesada e arriscada. CUIDADO) ou com querosene (limpeza leve e menos arriscada);
  • Realizar testes de estanqueidade no circuito antes de adicionar o aditivo.

Para saber todos os detalhes sobre a manutenção do sistema de arrefecimento.


A seguir o Passo a Passo da Adaptação do Sistema de Arrefecimento Selado no Niva com Motor AP

Adaptar um tanque de expansão num local onde a tomada superior desse tanque fique acima da tomada superior do radiador. Eu optei pelo reservatório do Fiat Elba, mas poderia ser outro qualquer que caiba no local escolhido. 



Em medições prévias de pressão, o máximo registrado foi 0,8 bar, portanto, a válvula de segurança da tampa pode ser de 1,0 bar.




Soldar uma conexão na parte mais alta do radiador, próxima a tomada principal de entrada de água,  vejam as fotos. Tome o cuidado para que essa conexão não fique muito alta e toque no capô do Niva quando o mesmo estiver  fechado;





Interligar a tomada superior do tanque de expansão com a conexão adaptada na parte mais alta do radiador. É importante, como já mencionei, que a tomada superior do tanque de expansão fique nivelada acima da tomada superior do radiador. Todas as mangueiras utilizadas devem ser apropriadas para operarem em temperaturas altas, acima de 100 °C, ou seja, próprias para sistemas de arrefecimento. 

OBS.: As cores das mangueira mostradas nas fotos abaixo são ilustrativas e visam apenas destacá-las para efeito de didático. A cor real de todas as mangueiras é a tradicional preta, utilizada em qualquer carro.


Eliminar o bocal original da tampa do radiador. Uma alternativa é simplesmente colocar uma tampa cega no bocal original, porém, eu optei em retirar e tapar o bocal com solda para eliminar qualquer possibilidade de vazamento por ali.


Instalar Válvula de Purga no Radiador  (Opcional)

Realmente é opcional, diria até desnecessária, pois o processo de purga que será explanado ao longo da postagem não utiliza esta válvula, mas, resolvi menciona-la para elucidar qualquer questionamento em função desta válvula aparecer em algumas fotos;




Interligar a tomada inferior do tanque de expansão com a conexão da bomba de água do motor AP, conforme mostra a foto. 


Visão das duas mangueiras que são conectadas ao tanque de expansão, vejam:



O desenho e as fotos a seguir mostram todas as mangueiras do sistema de arrefecimento do motor AP. Observem que a mangueira “D” é a responsável pela circulação de água pelo bloco do motor quando o mesmo estiver frio, momento onde a válvula termostática fecha a via que recebe a água da mangueira “B” de retorno do radiador e abre a via que circula a água pelo bloco do motor, mangueira “D”.

  • Mangueira A = Do bloco superior do motor a entrada do radiador (Mangueira grossa);
  • Mangueira B = Da saída do radiador a bomba de água (Mangueira grossa);
  • Mangueira C = Da tomada inferior do tanque de expansão a bomba de água;
  • Mangueira D = Do bloco superior do motor a bomba de água;
  • Mangueira E = Da tomada Superior do tanque de expansão a tomada superior do radiador;
  • Mangueira F = Do coletor de admissão até a mangueira “E”.




A mangueira “F” tem a função de retornar a água de arrefecimento para o sistema, após circular pelo coletor de admissão com a finalidade de aquecer a base do carburador. O uso desta mangueira é opcional para motores a gasolina e obrigatória para motores a álcool.


Na sequencia são mostrados os detalhes de de instalação de algumas das mangueiras citadas.




Abastecer com água e purgar o ar do sistema:

  • Com tudo montado, inclusive a válvula termostática no lugar,  manter a mangueira da tomada superior do tanque de expansão desconectada;
  • Colocar água pelo tanque até que ela saia de maneira contínua pela mangueira;
  • Ligar o motor, manter a água aberta, aguardar a válvula termostática abrir e observar o jato de água pela mangueira até que seja  bem uniforme e sem indícios de bolhas de ar;
  • Fechar a entrada de água e drenar o excesso de maneira a manter o nível de água dentro da indicação correta do tanque ;
  • Colocar a mangueira de volta na tomada superior do tanque de expansão;
  • Manter o tanque de expansão aberto e aguardar a ventoinha elétrica ligar por volta de 92°C e por duas vezes;
  • Ainda com o motor ligado, tampar o tanque, aguardar a ventoinha ligar e desligar por mais duas vezes para garantir que tudo está certo;




Limpeza geral do circuito de arrefecimento (Opcional)
O correto é não adicionar aditivo na água sem antes realizar uma boa limpeza de todo o circuito, simplesmente porque o alto índice de ferrugem em suspensão diminuiria muito o tempo de vida da solução.

Existem alguns métodos para limpar o sistema de arrefecimento, desde os mais agressivos e perigosos que utilizam detergentes dedicados, como o Bardal Rad Clean, passando por processos menos agressivos, como por exemplo a utilização de querosene como agente detergente, além dos procedimentos menos eficientes, como as maquinas de limpezas dedicadas, ou de maneira caseira, drenando água suja e enxaguando com água limpa por algumas vezes.

O vídeo a seguir mostra todos os detalhes da limpeza, inclusive mostrando um dispositivo caseiro capaz de auxiliar em muito o processo.



Teste de estanqueidade (Opcional).

Este teste visa garantir que o circuito está estanque, ou seja, sem vazamentos, visando primeiramente garantir a pressurização correta do sistema, de extrema importância para garantir o bom funcionando do sistema, além, obviamente de evitar desperdícios de água com aditivo devido a vazamentos. 

Para testar a estanqueidade o ideal é usar uma ferramenta denominada “Bomba de Pressão” e submeter o circuito a uma pressão manométrica e assim induzir o surgimento de vazamentos e corrigi-los, caso necessário;
Para quem não dispõe da “Bomba de Pressão”, outra possibilidade, porém menos eficaz é usar o Niva normalmente por algumas semanas e inspecionar indícios de vazamentos de água e observar se o nível do tanque se manteve constante, aí sim colocar o aditivo; 

O vídeo a seguir mostra em detalhes o uso da bomba de pressão para testar a estanqueidade do sistema.

10º
Colocar aditivo na água de arrefecimento.

  • Uma vez que o sistema esteja limpo e estanque é momento de colocar o aditivo;
  • A proporção do aditivo recomendada é 60% de água e 40% de aditivo. O volume aproximado de água de um Niva com monitor AP e radiador original gira em torno de 6 litros de água. Particularmente optei em colocar dois litros de aditivo, em torno dos 40% recomendado.
  • Misturar o aditivo com água em um vasilhame em partes iguais e aguardar por 10 minutos para a solução se estabilizar;
  • Retirar a mangueira superior do tanque de expansão;
  • Colocar toda a solução com aditivo no circuito através do tanque de expansão;
  • Após, drenar um pouco mais de água até que o nível fique na posição adequada no tanque de expansão;
  • Recolocar a mangueira na tomada superior do tanque de expansão e tampa-lo novamente;
  • Usar o carro normalmente e quando o motor estiver frio, verificar se o nível do tanque de expansão está adequado e completar com água, caso necessário. PRONTO!.

Considerações importantes:

Válvula termostática:

Após a instalação do sistema selado em meu Niva, ocorreu uma queda significativa na temperatura de trabalho do motor a ponto de eu reinstalar a válvula termostática que eu havia erroneamente retirado pela até então ineficiência do sistema, inclusive, a simples colocação da válvula termostática propiciou economia de combustível e melhora sensível no desempenho do carro, portanto, usá-la é prática altamente recomendada. A função da válvula termostática é fazer com que a temperatura de trabalho do motor atinja seu valor ótimo no menor tempo possível e após, controlar a temperatura da água dentro de uma faixa ideal para manter a dilatação adequada dos componentes internos do motor. 

Se a temperatura  da água estiver muito alta ou mesmo fervendo é sintoma que algum ou vários componentes do sistema de arrefecimento estejam com problema. Retirar a válvula é mascarar os problemas que com o tempo podem se transformar em outros ainda mais complexos e onerosos.

A escolha do modelo de válvula termostática e do termostato da ventoinha (Cebolinha) devem ser feitos conforme o ano de fabricação, tipo de motor e modelo do carro doador. Por exemplo, o motor que equipa meu Niva é um AP1.8, gasolina, 8V, ano 1990, portanto, segundo o manual de peças da MTE-Thomson, (faça download clicando AQUI) a válvula e o termostato seriam:

Válvula termostática = 87°C +/-2°C
Termostato = liga a ventoinha com 92°C e desliga com 87°C


Porem, após vários testes práticos optei por uma válvula termostática com temperatura de abertura ligeiramente mais baixa, iniciando em 80°C +/- 2°C, mas mantive o termostato recomendado de 92°C/87°C e o funcionamento ficou perfeito para o Niva, já que para a maioria das situações com o carro em movimento, ou seja,  trocando calor com o ar frontal, a temperatura do motor ficou entre 85°C a 92°C, lógico, tudo irá depender da temperatura ambiente, velocidade e das situações de condução do carro. 

Radiador

Gostaria de enaltecer a eficiência do radiador original do Niva, o qual muitas vezes é substituído por modelos mais modernos em alumínio visando supostos ganhos, mas, se o radiador original estiver em perfeito estado de funcionamento, creio que troca-lo é um investimento desnecessário, frente ao excelente desempenho do velho e bom radiador original Russo.

Como em meu Niva tenho adaptado dois indicadores digitais de temperatura posicionados na entrada e saída  do radiador, consegui visualizar com precisão o comportamento  da temperatura da água e assim concluir a excelente eficiência do radiador original do Niva.

Erro na Indicação de Temperatura no Painel do Niva

Também após a instalação do sistema selado e o consequente funcionamento adequado a partir daí, descobrir  um erro de -20°C no indicador de temperatura do painel do Niva, que indicava 90°C quando a temperatura real era de apenas 70°C. Este erro ocorria devido ao sensor do motor AP não ser eletricamente compatível com o indicador de painel do Niva. 

Atente-se!!! Se seu Niva tem motor AP é necessário utilizar o sensor de temperatura de água original do Niva para não ocorrer tal disparidade na indicação de temperatura.

Saiba instalar  indicadores digitais de temperatura de arrefecimento:


Conclusões

Conforme já mencionei, após testes práticos em diversas situações de trânsito a temperatura da água se manteve estável na faixa de 85°C a 92°C, com picos de até 95°C devido a inércia que ocorre após a ventoinha elétrica ser acionada, situação que só acontece quando o carro encontra-se em trânsito intenso ou sem fluxo de ar frontal, mas, vale salientar, que mesmo a baixas velocidades, ou seja, com mínima vazão de ar frontal, o radiador Russo se mostrou muito eficiente a ponto da ventoinha elétrica ser acionada pouquíssimas vezes durante percursos urbanos com transito não muito intenso.

Em trilhas, onde a entrada de ar frontal natural  é bastante reduzida e a condição de trabalho do motor é mais intensa, a ventilação forçada através da ventoinha elétrica é obviamente mais utilizada. Penso que nessas situações, Nivas originais que possuem ventilação mecânica do radiador tem certa vantagem frente aos Nivas com AP, os quais dependem da ventoinha elétrica.

Agradecimentos:

Rogério Bacelar
Status Lada. Edmilson e Luiz (In-memoriam)
Leo Couto 


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Revisão no sistema de admissão e Carburação



Os vídeos a seguir demonstram os detalhes de funcionamento do sistema de admissão e carburação do motor Volkswagen AP e explicam  desde a teoria dos sistemas até a manutenção de tudo, passando pela desmontagem, limpeza, avaliação e testes dos componentes, além dos ajustes do carburador Weber TLDZ 22-25. 

VÍDEO 1
 Teoria do sistema de admissão e carburação motor AP 1.8;


VÍDEO 2
Desmontagem e limpeza do carburador Weber modelo TLDZ 22-25;


VÍDEO 3
Avaliação e testes dos componentes do carburador, checagem da giclagem  e remontagem;



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Diagrama elétrico do Niva traduzido (até 1994)


O sistema elétrico do Niva é um projeto simples, espartano e com pouca eletrônica embarcada, diria, quase nada de eletrônica. Os circuitos são todos analógicos, porem, corretamente estruturados e eletricamente bem protegidos e tem instrumentos e sinalizações suficientes para uma boa visão de funcionamento do carro. A engenharia soviética utilizou em quase todos os sistemas basicamente reles eletromecânicos e derivados, tecnologia anterior aos semicondutores. A titulo de curiosidade, eu desmontei o sensor de pressão de óleo e o relé temporizador do para-brisas e em ambas as peças  não encontrei sequer um transistor, ou seja, é tudo muito rústico e tecnologicamente ultrapassado até para a década de 90,  quando o carro foi construído, mas, independente disso, o que realmente importa é que funciona muito bem.

O fato concreto é que os sistemas mesmo  que rudimentares são bastante robustos e se bem conservados  apresentam poucos problemas, mas, caso seja necessário corrigir alguma coisa, uma pratica recomendada e muito importante para a pessoa envolvida na  manutenção é ela saber interpretar corretamente o diagrama, o qual mostra com precisão todas as interligações elétricas entre as peças e,  pensando em facilitar a leitura do diagrama, eu traduzi para o português os nomes dos componentes, além de acrescenta-los  ao lado das simbologias no diagrama, facilitando assim o processo de localização e analise dos circuitos. A principio fiz esse trabalho apenas no diagrama dos Nivas até 1994, que são maioria rodando no Brasil, incluindo meu carro.

Para quem não tem familiaridade com a leitura de diagramas elétricos automotivos, assista o vídeo abaixo e aprenda alguns conceitos básicos sobre eletricidade para facilitar a interpretação do diagrama.




Faça download do diagrama abaixo em formato PDF e com resolução melhorada.

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Para outros  temas relacionados a elétrica do Niva?




Dicas de Elétrica para o Niva



A ideia desta Postagem é abordar dicas elétricas para o Niva, desde a análise de peças e interpretações de diagramas, até melhorias, adaptações e nacionalizações de componentes elétricos do nosso querido Jipe Russo. 
Então, para começar, sugiro que assistam o vídeo a seguir com conceitos básicos de elétrica automotiva visando a leitura do diagrama elétrico do Niva.

Vídeo Aula - Interpretação do Diagrama Elétrico do Niva





Desenho Explicativo da Chave de Ignição do Niva.



Esquema de Ligações do Limpador de Para-Brisas do Niva.


Circuito Elétrico da Buzina do Niva

Para entender como a buzina do Niva funciona, vamos inicialmente identificar os principais elementos do sistema, são eles:


1 - Botão elétrico da buzina;
Foto 1


2 - Pista giratória do volante;
Foto 2

3 - Contato fixo da base do volante;
Foto 3

4 - Fiação entre contato fixo e buzina.
Foto 4

O primeiro elemento é o botão da buzina que recebe dois fios; o primeiro é conectado ao chassi do carro, portanto tem o potencial negativo da bateria, o outro fio é ligado ao segundo elemento que é uma pista metálica presa  ao volante a qual acompanha o movimento giratório do mesmo. Esta pista fica constantemente tocando o terceiro elemento que é um contato metálico preso a base do volante, na parte não móvel dele. O quarto elemento é a fiação elétrica a qual interliga o contato fixo citado com a buzina, portanto, quando o botão é acionado e o circuito elétrico é fechado, o negativo da bateria é levado até a pista móvel, passando pelo  contato fixo até chegar a buzina,  fazendo a mesma soar. 


Foto 5

Um detalhe importante é entender como o potencial negativo da bateria chega até o botão da buzina. O circuito inicia-se na caixa de direção a qual é presa diretamente ao chassi do carro, portanto, ela fica exposta ao potencial negativo da bateria, apos, passa pela  arvore intermediaria na coluna de direção até alcançar o eixo ranhurado onde o volante é encaixado e preso por uma porca 24 mm. Como o centro do volante também é metálico, ele fica obviamente submetido ao potencial negativo que enfim é conduzido ao botão da buzina  através de um fio, conforme mostra a foto 7.

Foto 6

Foto 7

A T E N Ç Ã O : Ponto vulnerável a falhas 


No percurso entre a caixa de direção até o volante, um ponto vulnerável a falhas ou isolamento elétrico do potencial negativo é a arvore intermediaria que interliga a caixa de direção ao eixo ranhurado do volante, a qual tem duas pequenas cruzetas que com o tempo e o consequente aumento das folgas nas articulações dessas cruzetas podem  isolar a passagem da corrente elétrica e fazer a buzina falhar ou até mesmo deixar de funcionar completamente. Uma solução barata e fácil de fazer é eliminar as fontes de mal contato fazendo um Jumper entre as cruzetas, que nada mais é do que conectar um fio entre elas, conforme mostra a foto 8.


Figura 1

Foto 8

Para encerrar a postagem,  a figura abaixo mostra o diagrama elétrico simplificado  da buzina do Niva.

Figura 2


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Indicador Original de Pressão de Óleo


Diagrama Elétrico do Niva Traduzido



Aviso
Concentrarei neste POST os tópicos relacionados a elétrica do Niva. Se você tem interesse no assunto, sugiro que venha periodicamente aqui verificar as novidades.


Indicação e Alarme de Pressão de Óleo no Niva



Um dos alertas de segurança mais importantes dos veículos é o sistema para detecção de falha de lubrificação do motor. A maioria dos carros são equipados apenas com uma lâmpada de sinalização que acende sempre que a pressão do óleo cair abaixo de um valor pré-definido, a chamada luz espia. No Niva, além desta lâmpada, também existe um indicador analógico de pressão de óleo o que torna o sistema redundante, portanto, bem mais confiável.

Sinalização de baixa pressão de Óleo

Basicamente o sistema é composto por dois principais componentes:

  • Pressostato (cebolinha);
  • Lampada sinalizadora de painel.

Pressostato: 

Pressostato ou Cebolinha de óleo


Consiste de um interruptor acionado por pressão de óleo, conhecido popularmente como “cebolinha” e tecnicamente como pressostato. O contato elétrico desta peça fica acionado ou fechado sempre que a pressão estiver abaixo de 0,2 bar, condição que a lâmpada se acende. Sempre que o motor estiver ligado e a pressão do sistema se mantiver acima de 0,6 bar o contato do pressostato abre e a lâmpada se apaga. Uma boa pratica é prestar atenção se esta lâmpada sempre acende quando o motor é desligado. Em algumas situações, por defeito do pressostato ou da própria lâmpada, a luz nunca se acende, mesmo com o motor desligado, e isso pode confundir a interpretação e passar a falsa impressão de normalidade quando o motor está em funcionamento. Nesse caso, um teste fácil para se detectar onde está o problema é retirar a fiação do pressostato e encosta-la no “terra” ou chassi do carro. Se a lâmpada acender o problema muito provavelmente é o pressostato, porém se não acender, o defeito deve ser a lâmpada ou fusível, veja como proceder através das fotos abaixo.


1° passo - Retire o fio do Pressostato


2° passo - Encostar o fio num ponto de terra (Chassi)

3° passo - A lâmpada no painel deve acender

Agora, na hipótese contraria, se a lâmpada ficar acesa o tempo todo, com o motor ligado ou não, a primeira coisa a ser feita é verificar se a pressão indicada no painel do Niva está coerente com o habitual, daí a importância de se conhecer o comportamento do motor no dia a dia. Na dúvida, não usar o carro até ter certeza que o motor está sendo adequadamente lubrificado.


Indicador Analógico de Pressão de Óleo

Este sistema é composto basicamente por dois componentes;

Sensor de pressão de óleo;
Indicador analógico de painel. 


Resumidamente, o funcionamento é o seguinte. O sensor é conectado hidraulicamente a saída do filtro de óleo e tem a função de detectar e converter a variável física "pressão" em um sinal elétrico correspondente, o qual é enviado ao galvanômetro do indicador de painel  que mostra  em uma escala graduada o valor correspondente a pressão de óleo.

Sensor de Pressão MM393A


Sensor de Pressão MM393A

Sensor de Pressão MM393A

Como mencionado, é instalado na saída do filtro de óleo juntamente com o pressostato (cebolinha). Este sensor tem tecnologia puramente analógica e princípio de funcionamento baseado na variação da resistência ôhmica em função da pressão a ele aplicada. A tabela 1 demonstra a relação entre pressão (bar) x resistência elétrica (Ohms) do sensor original do Niva.

Tabela 1

Para efeito de curiosidade, as fotos a seguir mostram esse sensor aberto. Note que fica fácil constatar seu funcionamento. A pressão de óleo aplicada ao diafragma do sensor faz movimentar um pino que mecanicamente movimenta os contatos elétricos sobre um resistor de fio (reostato). Quando maior a pressão aplicada, maior será o deslocamento dos contatos sobre o resistor e consequentemente menor a resistência elétrica (em Ohms) obtida no terminal de saída do sensor. Trata-se uma peça rudimentar, de baixa tecnologia, mas que atende perfeitamente o proposito, coisas da engenharia Russa.



Para testar a conformidade do sensor é bastante simples. Desconectar o cabo do sensor, utilizar um multímetro e medir a resistência Ôhmica entre o terminal do sensor e o chassi do carro. Com o motor desligado a resistência deve estar em torno de 280 Ohms, isso para sensores novos. Com o motor ligado e o circuito pressurizando, a resistência deve cair conforme a rotação do motor, em meu Niva, com o motor ligado,  oscila em torno de 7 a 100 Ohms, depende da condição de trabalho do motor. Vejam nas fotos e no vídeo abaixo.




Para sensores já com muitos anos de uso é provável que exista uma disparidade em relação aos valores mostrados na tabela 1, mas o comportamento deve ser semelhante, ou seja, o aumento da pressão resulta numa diminuição proporcional da resistência ôhmica.

Para testar separadamente o indicador de painel, proceder da seguinte forma. Desconectar a fiação do sensor e ligar a ela um potenciômetro de 470 Ohms em relação ao chassi do carro. Ligar a chave na posição pré-partida e observar o indicador que deve variar a indicação conforme variamos o potenciômetro, veja nas fotos e vídeo abaixo.


Potenciômetro de 470 Ohm

O vídeo a seguir mostra os dois testes logo acima citados.





Anéis de Vedação

Um detalhe muito importante no momento de instalar o conjunto pressostato/sensor no carro é se atentar quanto a integridade dos anéis metálicos de vedação presentes nas roscas das peças. Como o circuito de lubrificação é pressurizado, podendo superar 6 bar de pressão, um vazamento de óleo ali pode rapidamente exaurir todo o óleo do motor e causar desde uma tremenda lambança até danos ao motor por deficiência de lubrificação.  


Note na foto abaixo que se os anéis metálicos de vedação estiverem em boas condições, apenas o aperto adequado é suficiente para não ocorrerem vazamentos de óleo, portanto, não é necessário usar nenhum tipo de cola ou fita teflon nas roscas das peças.

Peças instaladas e funcionando no carro