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By Ferramentas Blog

Nacionalização dos Cilindros Hidráulicos da Embreagem do Niva




O sistema hidráulico original de acionamento da embreagem do Niva é em meu ver eficiente e de alta durabilidade. Digo isso baseado em meu próprio carro, que rodou com o sistema “Made in Russia” até poucos dias atrás, quando finalmente apresentou problema, ou seja, mais de 25 anos sem nenhum defeito. Imagino também que a alegria e elogios terminam quando temos que recorrer aos componentes sobressalentes vendidos no Brasil, os quais nem sempre tem procedência e qualidade confiáveis. Não faltam relatos de Niveiros insatisfeitos com a baixa durabilidade dos componentes sobressalentes, inclusive essa insatisfação motivou o desenvolvimento de projetos puramente mecânicos em substituição ao sistema hidráulico original e parecem ser uma excelente opção, eu mesmo só não comprei o kit vendido pelo camarada Geniva devido já possuir parte das peças necessárias para a nacionalização, além do prazer de projetar e personalizar o Nivão.
A hidráulica é uma tecnologia muito eficiente para amplificar e transferir força para movimentação de sistemas mecânicos,  com componentes compactos, precisos e duradouros.
O funcionamento da embreagem do Niva é bem simples. O movimento de acionamento do pedal da embreagem é transmitido por meio de uma haste ao embolo do cilindro superior (Cilindro Mestre) que pressuriza o óleo hidráulico até o cilindro inferior que transfere o movimento para o garfo da embreagem. A leveza e suavidade sentida no pedal da embreagem se dá em função do correto dimensionamento do curso e principalmente do diâmetro interno dos cilindros.







A nacionalização consistiu no uso dos seguintes componentes:

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Cilindro Mestre de Embreagem do Caminhãozinho VW
Modelo: D19 11.130/13/130
Código: RCCE 0014.9 T00721405
Marca: Varga

Cilindro Inferior Toyota Bandeirantes
Código: Rcce 2173.1   
Marca: Varga

Mangueira do Cilindro inferior do Toyota Bandeirantes

Reservatório de Fluido de Freio do Fusca




Detalhes da adaptação



O cilindro inferior do Toyota tem o diâmetro interno ligeiramente maior que o cilindro original do Niva, o que é positivo, já que  torna o pedal de embreagem um pouco mais leve. Já o curso dos cilindros são praticamente iguais, porém, as furações de fixação são bem diferentes e foi necessário construir um suporte metálico para posicionar e prender corretamente o novo cilindro nos furos originais na carcaça do carro. 

Comparação entre Cilindro do Niva e do Toyota

Chapa para Fixação do Cilindro do Toyota




Na fixação foram utilizados dois parafusos e um prisioneiro. O prisioneiro teve parte de sua superfície desgastada para eliminar uma pequena interferência com o corpo do cilindro Toyota que, como mencionei, tem diâmetro um pouco maior. Outras duas providencias para manter o alinhamento do cilindro o mais próximo possível do original foi colocar a chapa de fixação por cima do cilindro e aplainar no cilindro Toyota a região dos dois furos de fixação apenas no lado que fica em contato com a carcaça do carro. 



Prisioneiro Desbastado

Cilindro do Toyota com região dos Furos  Desbastados


A Tubulação de cobre original do Niva foi reaproveitada, porém, o flagelamento do tubo de cobre do lado ligado a mangueira hidráulica Toyota teve que ser refeito em função da incompatibilidade com a nova conexão utilizada. Já do lado do cilindro mestre, o flangeamento do tubo original foi reaproveitado só sendo necessário trocar o conector.




Flange e Conector do lado Cilindro Mestre do Caminhão VW


Flange Conectada ao Adaptador da Mangueira

Mangueira do Toyota Bandeirantes



Já o cilindro mestre é quase “Plug in Play” se não fosse pela necessidade de diminuir ligeiramente o diâmetro do eixo original de acionamento além de alonga-lo em 15mm, mas na verdade acabei adaptando um eixo com regulagem o que me permitiu muita liberdade no ajuste.




Haste  do Cilindro Mestre com Parafuso de Regulagem



Uma outra dificuldade foi conseguir uma conexão para engatar a mangueira que recebe o fluido do reservatório, a qual acabei construindo de forma artesanal com peças que dispunha, mas o correto seria tentar encontra-la no mercado ou mesmo mandar torneá-la para um resultado mais adequado e apresentável.

 
Conector da mangueira do Reservatório

Cilincro Mestre do Caminhao VW Instalado



Detalhe do Reservatório de Fluido do Fusca




ASSISTA O VÍDEO ABAIXO  E VEJA TUDO EM DETALHES 














Turismo no Lago de Furnas


Sobre o Lago

Localizado no Sul de Minas Gerais, o lago de Furnas é o maior reservatório de água do estado com área inundada de 1.440 km²,  quatro vezes maior que a Baia de Guanabara. Conhecido como o “Mar de Minas”, abrange 34 municípios com um potencial natural exuberante, formado  por lagos, cachoeiras e piscinas naturais que convidam para um passeio de barco ou para a prática do ecoturismo, esportes de aventura e a pesca esportiva.

A idéia do Blog é criar alguns roteiros turísticos relacionados ao Lago, reunindo informações através vídeos, fotos, link´s e dicas para auxiliar aqueles que pretendem conhecer a região.


Portanto, vamos ao primeiro roteiro:





Adaptação dos Retrovisores da D20 no Niva

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Materiais


  • Espelhos retrovisores da caminhonete D20 de fabricação “paralela” por serem bem mais leves do que os originais;
  • Chapa de aço de reforço;
  • Junta de borracha para a chapa de reforço;
  • Junta de borracha grossa para fixação dos retrovisores.






Montagem
  • Retirar o Retrovisor original soltando o parafuso e o suporte conforme fotos abaixo;







  • Retirar o tampão da porta;

        • Marcar na porta os locais das furações. Utilize Creme Dental na pontas dos parafusos para transferir a posição dos furos;


        • Transferir primeiramente a posição do furo inferior, não esquecendo de bater com um punção o local exato a ser furado;


        • Furar a porta tomando o cuidado de usar primeiramente uma broca fina antes de furar com a broca no diâmetro requerido;



        • Usar o furo inferior como guia, transfira a posição dos dois furos superiores.



        • Montar o espelho na porta usando a junta de borracha anteriormente confeccionada;
        • Coloque a junta do lado interno da porta;

        • Coloque a chapa de aço de reforço e aperte as porcas;



        Resultado


        Melhorou sensivelmente a visibilidade principalmente do lado do motorista, alem de melhorar o visual do carro.
























        Vibrações na Caixa de Redução do Niva



        É comum nos Nivas a presença de vibrações na caixa de reduzida e  certamente a maioria dos proprietários desejam eliminá-las ou ao menos reduzi-las. O detalhe é que são muitas variaveis envolvidas e não existe um único procedimento capaz de detectar e solucionar o problema. Nivas surrados em trilhas tem seus componentes mecânicos fadigados e conseqüentemente tendem a ter mais vibrações e na maioria dos casos com solução nem sempre fácil e barata. Tenha em mente que as vibrações podem ser reflexo da somatória de pequenos problemas, portanto, todos os componentes rotativos devem estar em conformidade quanto ao alinhamento, balanceamento e folgas.  
        Outro fator importante são os serviços mecânicos mal executados, onde detalhes fazem diferença e normalmente passam despercebidos quando o mecânico não tem experiência com Nivas.
        Os testes a seguir visam apontar indícios das causas das vibrações, porem, antes de qualquer tentativa corretiva vale a pena verificar o alinhamento entre as caixas de redução e cambio, procedimento simples que pode dar bons resultados e evitar gastos de tempo e dinheiro.
          
        Se as caixas estiverem alinhadas, vamos aos testes ......











        TESTE 1 (carro parado)
        1. Engrenar o câmbio e a caixa de reduzida em neutro;
        2. Ligar o motor, acelerar progressivamente e observar a existência de vibrações;
        3. Caso não ocorram vibrações excessivas, executar o teste 2;
        4. Caso ocorram vibrações excessivas avaliar os seguintes itens: 
        • Condição dos coxins do motor;
        • Fixação dos parafusos do suporte do motor.



        TESTE 2 (carro parado)

        1. Engrenar a caixa de reduzida em neutro;
        2. Ligar o motor, e engrenar as marchas e observar a existência de vibrações;
        3. Caso não ocorra vibrações excessivas, executar o teste 3;
        4. Caso ocorram vibrações avaliar os seguintes itens: 
        • União elástica rasgada ou trincada;
        • Cruzeta de saída da caixa de cambio com muita folga, emperrada ou desengraxada;
        • Montagem do conjunto união elástica / cruzeta com folga;
        • Empenamento do eixo piloto da caixa de cambio;
        • Desalinhamento excessivo entre caixas;
        • Desbalanceamento da caixa de redução;
        • Trincas no assoalho;
        • Coxin da caixa de cambio.


        TESTE 3 (carro em movimento)


        Se as vibrações não ocorreram nos testes 1 e 2, devem  surgir com o carro em movimento. Conduzir o Niva numa estrada, preferencialmente numa descida longa e confirmar a presença das vibrações. Possíveis causas:

        • Cardans desalinhados;
        • Cardans desbalanceados;
        • Cruzetas dos cardans com folga;
        • Cardans com travamento no estriado;
        • Cardans com folga no estriado;
        • Cardans desengraxados;
        • Cruzetas dos cardans desengraxadas;
        • Rodas desbalanceadas;
        • Desalinhamento da caixa de reduzida;
        • Os itens citados no teste 2 também interferem com o carro em movimento.




           Considerações Gerais






          1 - Caixa de cambio
          2 - Caixa de redução
          3 - União elástica e Cruzeta intermediária
          4 e 5 - Cruzetas frontais dos cardans
          6 - Cardam dianteiro
          7 - Cardam traseiro

            

          Assoalho
          Verifique: 

        • Desalinhamento das caixas causadas por irregularidades no assoalho decorrentes do apodrecimento ou devido a serviços de funilaria mal executados. Atenção especial na região onde ficam os prisioneiros de fixação das caixas;
        • Integridade dos prisioneiros. É comum estarem espanados o que impossibilita a perfeita fixação das caixas. 
                  Veja: Troca dos prisioneiros. 

          Prisioneiros do coxim do cambio
          Prisioneiros da Caixa de Redução







          União elástica
          Verifique: 



        • União elástica trincada ou rasgada - Troque a união elástica e alinhe as caixas. Fique atento a uniões elásticas de procedência duvidosa que dificultam o processo de alinhamento e balanceamento do conjunto;
        • Parafusos de fixação da união mal apertados

          União Elástica



          Você pode optar em substituir a união elástica pela homocinética.





          Cruzeta intermediária
          Verifique:


        • Folga na cruzeta. Provavelmente será necessário trocar a cruzeta e alinhar as caixas;
        • Engripamento da cruzeta. Desengripar e engraxar com graxa a base de sabão de lítio grau EP 2.








          Bico de graxa






          Cardans
          Verifique:

            
        • Desbalanceamento. Necessário serviço corretivo em uma oficina especializada;
        • Desalinhamento. Necessário serviço corretivo em uma oficina especializada;
        • Travamento no estriado - Procure desengripar e engraxar o estriado de maneira a obter o movimento suave de vai e vem da peça. Use graxa a base de sabão de lítio grau EP 2.
        • Folga excessiva no estriado. Provavelmente será necessário trocar o cardam


          Estriado do Cardam





          Cruzeta dos cardans
          Verifique: 



        • O engraxamento deve ser feito regularmente e para tal os cardans devem ser retirados do carro já que os bicos de graxa são de difícil acesso. A graxa deve ser bombeada até espulsar totalmente a graxa velha ;
        • Excesso de folga mecânica. Provavelmente será necessário trocar a cruzeta;
        • Montagem inadequada. De nada vale gastar dinheiro trocando ou balanceando os cardans e ser displicente na instalação dos mesmos no carro. Os flanges dos cardans devem estar com as faces limpas e paralelas de maneira a assentar-se perfeitamente uma nas outra e os parafusos bem apertados.




          Bico de Graxa





          Caixa de marchas ( cambio )  
          Verifique:


        • Empenamento do eixo piloto do cambio. Essa hipótese é improvável e só deverá ser considerada em ultima instância.

            • Eixo Piloto do Cambio


              União homocinética entre as caixas




             Coxim da caixa de marchas
                Verifique:

        • Integridade do coxin do cambio;
        • Se não existe interferência entre carcaça metálica do coxim com o suporte; 
        • Aperto das porcas de fixação do suporte do coxim à caixa de marchas; 
        • Aperto do parafuso central do coxim;
        • Condição dos prisioneiros de fixação do suporte do coxim ao assoalho veja: Troca de prisioneiros;

              Coxim do cambio

              Prisioneiros de fixação do suporte do coxim do cambio

              Prisioneiro de fixação do suporte do coxim a caixa de cambio





               Caixa de redução
                  Verifique:


        • Desalinhamento entre as caixas, veja: Alinhamento dinâmico
        • Integridade dos coxins da caixa de redução;
        • Aperto dos parafusos de fixação dos coxins;
        • Condição dos prisioneiros de fixação do suporte do coxim ao assoalho, Veja: Troca de prisioneiros;


            • Caixa de redução

              Coxim da caixa de redução





            Fixação do motor  
            Verifique:


            • Integridade dos coxins do motor;
            • Se os suportes estão bem presos, com parafusos bem apertados. 
            • Interferências entre o motor e a lataria do carro. O motor deve estar sustentado apenas sobre coxins que absorvem as vibrações naturais. No caso do motor AP são dois coxins laterais e um frontal.


              Coxim lateral do motor



              Rodas
              Verifique:

              O balanceamento das rodas. Rodas balanceadas melhoram a sensação de conforto em velocidades mais altas.